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Estão enganando você: 6 marcas de azeite de oliva vendidas no Brasil são impróprias para o consumo




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Ministério da Agricultura proibiu a venda de seis marcas de azeite de oliva: todas estavam fraudando e enganando o consumidor.
O azeite de oliva contribui para o controle do colesterol e favorece a saúde cardiovascular, auxilia na absorção de vitaminas lipossolúveis da dieta (vitaminas A, D, E, K), é uma rica fonte de antioxidantes, previne doenças degenerativas e câncer, e tem ação anti-inflamatória.

São muitos os benefícios do azeite de oliva.

Mas você alguma vez já pensou que estivesse saboreando um verdadeiro azeite de oliva quando, na verdade, estava ingerindo um azeite falso?

Pois isso é mais comum do que você imagina, afinal o azeite de oliva é o segundo produto alimentício mais falsificado do mundo.

E há poucos dias seis marcas de azeite de oliva foram proibidas de serem comercializadas em todo o Brasil por fraude em sua composição, de acordo com uma determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As marcas que não podem ser vendidas mais são:

Oliveiras do Conde
Quinta Lusitana
Quinta d’Oro
Évora
Costanera
Olivais do Porto
Uma fábrica clandestina de azeites falsificados foi descoberta em Guarulhos (SP) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo.

Lá eram armazenados alguns dos produtos interditados pela fiscalização, como os rótulos das marcas Costanera e Olivais do Porto.


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Os produtos dessas marcas eram produzidos com diversos óleos, mas sem a presença de azeite de oliva.

Todos eles eram vendidos, em todo o país, em redes de supermercados de atacado, atacarejo e pequenos mercados.

Essa prática é fraude ao consumidor e crime à saúde pública.

Após essa operação, foram testadas 54 marcas de azeite de oliva.

Delas, 98,1% estavam de acordo com a legislação.

A fiscalização descobriu ainda azeites com problema em Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina.

O azeite de oliva é o segundo produto alimentício mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado, informa Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa.

É importante dizer que os comerciantes que forem flagrados vendendo os produtos, após as advertências, serão denunciados e multados em R$ 5 mil por ocorrência e acréscimo de 400% sobre o valor comercial dos azeites.

Saber escolher o azeite certo antes de levar para casa é fundamental.

A dica do Ministério da Agricultura é: desconfie de azeites muito baratos, pois há boas chances de adulteração.

Segundo o órgão, em geral o item custa em torno de R$ 17, enquanto exemplares falsificados são comercializados por entre R$ 7 e R$ 10.


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